Date: 21 Jun 2017

No final do ano passado, após a notícia do acordo da OPEP e depois de uma subida de 9,3% no preço do Crude, referi na minha análise que na realidade o acordo não era uma boa notícia para o futuro de médio-longo prazo dos Bulls do petróleo, e expliquei porque, nomeadamente porque a redução da produção iria ser compensada pelo aumento de produção não OPEP (ex: Shale oil), mas também porque a realidade actual e futura é de uma diminuição da procura pelo activo, em virtude da utilização generalizada das energias renováveis pelos principais consumidores.

Seis meses depois e após um movimento especulativo até aos $55 por barril, a realidade de um mundo com excedente persistente de petróleo empurrou o preço para valores inferiores aos existentes antes do acordo “histórico”, mais concretamente para os $43,23, o mínimo de quase um ano. Esta pressão vendedora no crude, teve como seria de esperar consequências similares no dia do sector energético, que encerrou a perder 1,25%. O mesmo resultado que o sector retalhista, ainda a braços com um futuro sombrio devido a concorrência futura do gigante Amazon.

No Forex os comentários de mais um membro do board do FED impulsionaram o Dólar para um ganho de 0,3%, desta feita o Dallas Federal Reserve President Robert Kaplan reforçou a convicção no movimento de subida dos juros, devido à confiança que coloca na performance da economia norte-americana e apesar da inflação estar abaixo dos objectivos. Já Mark Carney, o governador do Banco de Inglaterra, está preocupado com o impacto do Brexit na economia do Reino Unido, o que pressionou a Libra inglesa para uma desvalorização de 0,8%, terminando a sessão nos $1.2631.

 

O gráfico de hoje é do LCrude, o time-frame é Diário

LCrudeAug17Daily21617

O Crude continua o seu movimento descendente dentro do canal a azul, com o próximo “ponto de paragem” possível a estar nos $41,5

 

Marco Silva