Date: 26 Jul 2017

Nas últimas duas semanas o patinho feio de Wall Street foi quase sempre o Dow Jones, facto que condicionou o índice para a pior performance de entre os indices principais, o que não é de estranhar, visto que basta um dos seus componentes estar sobre pressão negativa para fazer a diferença para com os outros indices, mais abrangentes. Seja por um dia menos bom nos preços do Crude que pressionam as energéticas ou pelos earnings que desiludem, como aconteceu a semana passada com a IBM e a GE, a realidade é que esta earnings season não tem sido favorável ao índice industrial, até ontem, quando a McDonald’s e a Caterpillar anunciaram resultados acima das expectativas, o que lhes valeu valorizações na ordem dos 5% e o melhor desempenho do dia para o Dow Jones, que só não foi melhor devido ao recuo de -5% nos títulos da 3M, após desiludir nos seus earnings.

A valorização de 3,3% no WTI Oil para os $47.89 por barril deu um forte impulso ao sector energético, equiparando-o com o sector financeiro no topo dos maiores ganhos no S&P500. O Cobre que referi ontem estar numa fase importante quanto ao seu futuro de curto-prazo, desfez a dúvida e avançou 3,3% para os $6,225 por tonelada métrica, alcançando assim o valor mais alto de 26 meses. No Forex a sessão continuou a ser de cautela e de acalmia à espera dos resultados da reunião de hoje do FED, ainda assim o Euro conseguiu valorizar 0,1% para os $1.1656, atingindo igualmente no intra-day o valor mais elevado desde o máximo de há 23 meses.

O gráfico de hoje é do EUR/USD, o time-frame é de Semanal

EURUSDWeekly26717

O principal par de moedas atingiu ontem a segunda resistência que tinha referido anteriormente e sem surpresas ao atingir o local o activo efectuou um retracement, validando a resistência e possibilitando um bom negócio short.

Marco Silva