Date: 01 Mar 2018

O optimismo ontem em Wall Street durou pouco mais de uma hora depois da opening bell, altura em que os indices norte-americanos fizeram a sua primeira passagem por território negativo. Zona por onde acabaria de desaguar o registo final, depois de uma tentativa de recuperação ocorrida durante a hora de almoço, mas que não aguentou a pressão vendedora que tomou conta do movimento a cerca de hora e meia do final da sessão, levando os indices para uma queda continuada que atingiu os -0.78% no Nasdaq e os -1,5% no Dow Jones, estando esta disparidade na diferença de comportamento do sector industrial, com a Caterpillar a liderar as quedas, devido aos dados menos risonhos que saíram da China relativos à produção industrial e que afectaram os títulos das empresas do sector, um pouco por todo o mundo.

 

Terminou assim uma das mais longa séries de ganhos mensais de que há registo, tanto no Dow Jones como no S&P500, com dez meses consecutivos de valorizações, algo que não ocorria desde 1959, enquanto que no índice tecnológico foram oito meses de subidas. As energéticas lideraram as perdas com um recuo de -2.29%, em linha com a desvalorização de -2,4% no preço do WTI crude, que empurrou o ouro negro para os $61.48 por barril, após os dados do inventário do activo nos EUA ter revelado um aumento surpreendente para máximos de dois meses. No Forex o U.S dólar continuou a ganhar terreno face às principais moedas e ontem adicionou mais 0,2%, encostando o Euro nos $1.22, enquanto que a libra inglesa deslizou cerca de -1% para os $1.3765, depois de sair o “rascunho” da União europeia respeitante ao acordo sobre o Brexit, documento que Theresa May fez questão de rejeitar em alguns pontos. Recordo que a primeira ministra irá fazer declarações sobre o tema amanhã.

 

O gráfico de hoje é do S&P500, o time-frame é Diário

O principal índice encontra-se numa fase importante, pois uma quebra em baixa da linha de suporte a vermelho e o activo poderá corrigir até à linha azul, testando os mínimos alcançados em Fevereiro

Marco Silva