Análises de Mercado

Coronavírus afasta Touros de Wall Street

Numa semana de altos e baixos devido aos receios provocados pela incerteza gerada pela epidemia do coronavírus, Wall Street acabou por sucumbir na sexta-feira a um pessimismo que para além de ter os olhos postos nas possíveis consequências económicas do problema de saúde, teve também uma quota parte de cautela, com os investidores a não quererem ir para o fim de semana com tanto risco em cima da mesa, até porque hoje antes das principais praças financeiras ocidentais abrirem já terá terminado o dia na bola chinesa, que recordo esteve encerrada devido ao feriado de novo ano lunar, ou seja ainda não tinha reflectido a correcção verificada nos mercados financeiros um pouco à volta do globo.

Com um corte estimado de -0,4% no PIB da economia norte-americana no primeiro trimestre, devido ao menor número de visitantes chineses e de menores vendas às empresas chinesas, o impacto económico como era de esperar não se ficará pela segunda maior economia do mundo, até porque a China é hoje um colosso do capitalismo, com relações comerciais fortes em quase todas as economias do mundo, principais ou não. Outro tema que poderá estar em cima da mesa em breve é o da incapacidade do país asiático cumprir com o negociado na fase um do acordo comercial assinado recentemente com os EUA, visto que dificilmente terá necessidade para compras dessa magnitude nos próximos tempos, dado o arrefecimento económico que deverá enfrentar.

Ao nível dos sectores o vermelho dominou em todos os sectores com excepção dos retalhistas de produtos não essenciais, uma vez que a Amazon contrariou a tendência do mercado e amealhou um ganho superior a 7%, ao passo que as energéticas deslizaram mais de -3%, uma queda bem superior à desvalorização do preço do crude, que com mais -1,1% de queda para os $51.56 por barril no WTI, registou o pior começo de ano desde 1991. A procura por refúgio esteve em alta, não conseguindo no entanto impedir quedas no sector accionista, mas permitiu ao Yen e ao Ouro subidas de 0,6% e 1,1%, para os 108.35 e $1,589 por onça, respectivamente.

O gráfico de hoje é do EUR/USD, o time-frame é Mensal

O principal par de moedas continua na sua caminhada descendente e sempre muito perto da linha inferior do canal, não havendo para já qualquer indicação de que a situação se possa inverter

Marco Silva

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