Date: 16 Jan 2019

Numa altura em que o sentimento dos mercados tem sido em boa parte condicionado negativamente por receios de um arrefecimento da economia mundial, nomeadamente devido ao menor crescimento económico da China, não foi de admirar a reacção francamente positiva que os investidores tiveram ao anúncio de estímulos fiscais em larga escala decidido pelas autoridades chinesas, com particular incidência na redução de impostos para os pequenos comerciantes e para o sector da manufactura, com vista a estabilizar a segunda maior economia do mundo, numa fase em que esta dá sinais de uma performance abaixo do previsto e onde os estímulos em efeito até agora, pouco ou nenhum efeito têm surtido ao nível do sentimento na economia real, até porque como referi recentemente a guerra comercial entre a China e os EUA já provocou estragos na economia chinesa, concretamente no último trimestre de 2018.

 

Tendo em conta que o sector tecnológico nos EUA é o que mais receitas gerada na China de entre todos, foi com naturalidade que os sectores das comunicações e da tecnologia tenham tido as maiores valorizações ontem no S&P500, sendo que o primeiro incorpora empresas como a Facebook, Google ou Netflix, com esta última a ser a principal responsável pelo optimismo depois de anunciar o maior aumento de sempre no preço das subscrições de serviços, reforçando a confiança de que a procura pelos produtos da empresas se está a traduzir num dos mais apetecíveis indicadores para os investidores, o poder de fixação de preço. No Forex e tal como alertei ontem destaque para a sessão imprópria para cardíacos da libra inglesa, que terminou a valorizar 0,2% para os $1.284, após uma forte inversão de sentido que levou a moeda a limpar uma perda de -1,5% amealhada ao longo do dia, recuperação iniciada logo após ser conhecida a rejeição do plano de Theresa May para o Brexit por parte do Parlamento britânico, com a derrota mais expressiva de um Governo dos últimos cerca de 100 anos.

 

A força da moeda inglesa aliada à da moeda norte-americana que adicionou 0,2% ao seu valor, empurrou o Euro para uma sessão no vermelho, cedendo -0.5% contra o U.S dólar para os $1.1407 enquanto que o par EUR/GBP recuou para os 0.88638. Já o Yen também não foi além de uma queda no seu valor, desta feita de -0.5% para os 108.67, em boa parte pela redução de activos refúgio nos portefólios.

 

 

O gráfico de hoje é do EUR/GBP, o time-frame é de 4 horas

O gráfico de hoje, onde se pode constatar o canal descendente (vermelho) para o qual alertei ontem, é um bom exemplo de como os canais são importantes com vista a indiciar zonas de suporte/resistência, mesmo que estejam a alguma distancia, tal como acontecia ontem antes da inversão de sentido

 

Marco Silva

 

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