Análises de Mercado

Cautela domina início do ano em Wall Street

Depois de um ano inesquecível a diversos níveis, nomeadamente na valorização dos mercados accionistas um pouco por todo o globo, não obstante uma contracção económica generalizada, a primeira sessão do ano começou com algum optimismo, contudo rapidamente o cenário se inverteu e os índices norte-americanos encetaram um movimento descendente que durou até cerca de metade do dia, empurrando Wall Street para a maior desvalorização dos últimos dois meses, que nem a ligeira recuperação da fase final da sessão conseguiu limpar e depois de todos os negócios registados as quedas oscilaram entre os -1.25% do Dow Jones e os -1,48% do S&P500, com o sector tecnológico em destaque pela negativa, nomeadamente as grandes empresas, onde a Microsoft, Amazon e Apple lideraram ao cederem mais de -2% cada.

 

Mas mais do que pessimismo o mote para o vermelho foi a cautela, não apenas devido ao aumento substancial de casos de COVID-19 nos EUA, com um recorde de 300,000 infectados num dia, mas também por causa da incerteza com o desfecho das eleições de terça-feira para o Congresso, que poderão dar a maioria aos Democratas tanto na Casa dos Representantes, onde já a conquistaram, mas também no Senado, o que a acontecer poderá despoletar uma correcção significativa em Wall Street, ainda que de curto-prazo, devido ao receio quanto à possibilidade de serem aprovadas medidas fiscais e de regulação contra o agrado do “mercado”, como por exemplo o cancelamento dos cortes nos impostos que foram aprovados no mandato de Trump, assim como a ideia que tem ganho alguma tracção de obrigar ao desmembramento das grandes empresas tecnológicas.

 

No mercado cambial a volatilidade também se fez sentir, com o U.S dólar a demonstrar fraqueza durante a primeira parte do dia permitindo ao EUR/USD atingir os $1,2309, no entanto durante a tarde o “greenback” recuperou e terminou com uma perda ligeira de -0,3% contra a moeda única, enquanto que o Yen não conseguiu aproveitar a procura por activos refúgio e ficou muito perto do inalterado. Já o Ouro foi claramente beneficiado pela cautela que assolou o sentimento e amealhou 2,3% para os $1,942 por onça, uma sorte bem distinta da queda de -2,4% que castigou o preço do WTI crude, após a suspensão da reunião da OPEP+ devido à falta de acordo, entre diversos membros e a Rússia, para um aumento da produção em Fevereiro.

 

 

O gráfico de hoje é do S&P500, o time-frame é Semanal

 

Após a quebra em alta do canal descendente, a linha superior do mesmo apresenta-se como a primeira linha de defesa numa eventual correcção.

Marco Silva

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