Date: 08 Jul 2020

Numa semana de festa rija para os Touros, com todas as sessões a terminarem em alta, a hora final de quinta-feira trouxe alguma cautela, com o sentimento dos investidores a ter em conta o fim de semana prolongado, um movimento preventivo muito comum em vésperas de feriados. Mas se a habitual incerteza resultante de um dia extra de pausa não provocou grandes baixas em Wall Street, o mesmo não se pode dizer do comportamento das bolsas europeias no último dia da semana passada, com perdas transversais que empurraram o Stoxx600 para uma queda de -0.78%, ainda assim bem menos que os -1.33% de deslize registados no Footsie.

Um dia de vermelho na Europa derivado das quezílias internas que existem entre os membros do BCE, sobre quanto do capital de emergência deve ser alocado nos países mais frágeis nesta fase, como por exemplo a Itália. Um tema que ainda poderá dar alguns amargos de boca aos índices europeus, dado que toda a negociação de auxílio para combater os efeitos da pandemia, seja no BCE como na União Europeia, não dá sinais de melhorar na retórica nem de haver fumo branco para breve, o que não deixa de ser absurdamente caricato dado que do outro lado do Atlântico o FED já entrou all-in há uns meses, enquanto que o governo norte-americano já aprovou vários pacotes de auxílio, estando na calha a possibilidade de um novo para breve, daí que não seja de estranhar a maior força relativa de Wall Street em relação à Europa.

Para esta semana e já com a informação, extremamente positiva sobre os non-farm payrolls, os temas do momento deverão continuar a ser os mesmos, por um lado a retoma da economia, mas por outro o contínuo aumento de casos de COVID em vários Estados populosos nos EUA, ao que acresce a incerteza sobre a época de resultados que está à porta e que é uma enorme incógnita para o mercado. Já em relação ao volume será normal um ligeiro decréscimo das transações uma vez que entrámos em época de férias, contudo há que destacar a particularidade de que será um Verão diferente, dado que o confinamento originou muito mais volume nos mercados, com um número de aberturas recorde de contas nos principais intermediários mundiais, e com as restrições na deslocação para férias é provável que os negócios se mantenham em ritmo elevado, visto que muitos pequenos investidores poderão ficar por casa.

O gráfico de hoje é do EUR/USD, o time-frame é de 4 horas

O principal par de moedas continua dentro de um canal lateral e sem grande indicação quanto ao futuro de curto-prazo, pelo que a cautela é para já o melhor amigo, até se conseguir identificar um movimento claro.

Marco Silva

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