Date: 02 Ago 2017

Coincidência ou não, o certo é que o novo mês começou “diferente” e apesar da volatilidade inicial, a sessão de ontem em Wall Street foi anormalmente calma, comparando com as últimas duas semanas, permitindo aos índices norte-americanos manter os ganhos registados à entrada da hora de almoço, sendo que o Dow Jones continuou a ser o mais forte do grupo, terminando em novo máximo histórico e muito perto dos 22,000 pontos. Com cerca de 66% das empresas do S&P500 a já terem reportado os seus resultados, o cenário é francamente positivo, com 72% delas a baterem as expectativas, o que é acima da média de 64%, contudo e apesar disso o principal índice mundial transacciona a 18 vezes os resultados dos próximos 12 meses, um valor bem acima da média de longo prazo que está nos 14.

Curiosamente no dia em que a economia europeia deu sinais de estar a reforçar o crescimento económico, com uma subida do PIB no segundo trimestre de 0,6% versus os 0,5% dos primeiros três meses, a moeda única cedeu terreno face ao U.S dólar, 0,3% para os $1.1802, isto apesar das novidades de índole económica dos EUA terem sido fracas ao nível da produção e de indicarem que os gastos dos consumidores norte-americanos quase que se mantiveram, suscitando reservas quanto à capacidade da maior economia do mundo em ganhar fôlego que justifique a avaliação com que o mercado transacciona. O U.S dólar acabou por valorizar 0,2% contra um cabaz de outras moedas, numa situação com contornos de “comprar no rumor e vender na notícia”, ou seja as quedas recentes já vinham a antecipar os números que foram ontem divulgados.

Depois do fecho do mercado os bons resultados da Apple levaram os títulos da empresa a valorizar mais de 6% no after-hours, facto que poderá condicionar em alta a sessão de hoje, tanto na Europa, mas especialmente em Wall Street.
O gráfico de hoje é do USD/JPY, o time-frame é Semanal

Este par de moedas encontra-se dentro de um canal descendente (vermelho), com o activo a recusar-se, para já, a ir testar a linha inferior do mesmo, local que poderá vir a indicar um patamar de suporte no longo prazo.

Marco Silva