Date: 09 Jan 2019

De novo sem notícias relevantes que pudessem mexer com o sentimento dos investidores, Wall Street navegou ontem nas mesmas águas do optimismo cauteloso que tinha ultrapassado na segunda-feira, com o principal catalisador da continuação do movimento ascendente a ser as notícias que saíram da China, nomeadamente com o Tweet de Trump, que afirmou que “as negociações com a China estão a correr bem”, informação que foi corroborada por parte de um dos negociadores dos EUA, Steven Winberg, do Departamento de Energia que confirmou o bom andamento dos trabalhos, bem como da extensão dos mesmos para o dia de hoje, algo que não estava previsto à partida. Indicações que deram um impulso às grandes exportadoras, como a Boeing e Catterpilar, com a primeira a liderar os ganhos no Dow Jones beneficiando igualmente do anúncio da venda de 806 aviões o ano passado.

Igualmente benéfico para o optimismo foi a entrevista do CEO da Apple à CNBC onde depois de na semana passada ter alertado para menos receitas na China, ter indicado no entanto que o ecossistema da empresa nunca esteve tão forte, além de que está agradado com as informações que tem recebido sobre a negociação entre as duas maiores economias do mundo, com vista à resolução do impasse na guerra comercial. Destaque para as financeiras, que terminaram inalteradas face à sessão anterior e limitadas na pressão compradora devido ao downgrade da Jefferies aos títulos da J.P. Morgan, por causa da provável paragem na subida dos juros em 2019 por parte do FED. Contudo e não obstante no S&P500 não terem existido sectores no vermelho foi bastante curioso o facto dos activos refúgio, concretamente utilities e imobiliárias terem tido boas prestações, com a segunda a ser mesmo o sector que mais subiu no S&P500.

Interessante também o comportamento do Yen no Forex, visto que terminou praticamente inalterado num dia em que o mercado accionista valorizou razoavelmente e onde o U.S dólar adicionou 0.2% ao seu valor contra um cabaz de outras moedas principais. Ganho que empurrou o Euro e a Libra inglesa para uma perda de -0.3% e -0.5% nos $1.1441 e $1.2717 respectivamente.

O gráfico de hoje é do EUR/USD, o time-frame é de 1 hora

O principal par de moedas está dentro de um canal wedge que poderá condicionar o seu movimento no curto prazo, nomeadamente em termos de suporte/resistência

Marco Silva

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