Date: 27 Set 2017

Depois de quedas acentuadas na sessão de segunda-feira as principais tecnológicas começaram terça-feira com optimismo e Wall Street em geral foi atrás, com os principais indices norte-americanos a recuperarem quase tudo o que tinham perdido no dia anterior, contudo a força dos Bulls depressa esmoreceu e à entrada para a hora de almoço já os ganhos se tinham esfumado. Até à closing bell o sentimento andou bastante neutral com uma ligeira ascendência bullish, que permitiu um final misto, com o Nasdaq a valorizar 0,15%, mais que os restantes parceiros e com o Dow Jones a não se livrar do vermelho, em boa parte devido ao recuo na cotação dos títulos da McDonald´s. O principal motivo de interesse chegou da ainda FED chair, Janet Yellen, que reforçou a sua opinião de que o banco central deverá continuar a subir os juros de forma gradual, mas não demasiado lenta, para não se correr o risco de se atrasar enquanto a inflação atinge os objectivos estabelecidos.

Yellen que pode estar de partida, uma possibilidade que aumentou com a anunciada saída do seu numero dois, o vice-presidente Stanley Fischer, recordo que na selecção do próximo ano, quatro dos actuais membros do board serão substituídos o que poderá dar a Trump a possibilidade de colocar 5 dos 7 membros com direito a voto no banco central, isto caso o presidente não reconduza Yellen no cargo. Este tópico reveste-se de enorme importância pois no conjunto os 4 novos membros têm mais propensão a um ritmo dovish do que os actuais, ou seja poderão imprimir um movimento de subida dos juros mais lenta, o que teria consequências ao nível do valor do U.S dólar. Mas para já os comentários de Yellen e a perspectiva de uma subida em Dezembro ajudaram a moeda norte-americana a valorizar, com um ganho de 0,3% versus um cabaz de outras moedas principais, ao passo que o Euro caiu para o mínimo de 5 semanas, nos $1.1792.

O gráfico de hoje é do Ouro, o time-frame é Semanal

O metal precioso não conseguiu quebrar a linha de tendência (azul), no seu último movimento ascendente, razão pela qual tem agora dois pontos de resistência (azul e vermelha) para quebrar na eventualidade da continuação das subidas a prazo.

Marco Silva