Date: 08 Jul 2019

Tal como tinha referido em análise anterior, os non-farm payrolls eram um factor que podia alterar a quase certeza de que no final de Julho os juros nos EUA irão descer, e o certo é que a reviravolta na qualidade dos números, depois de um mês anterior desapontante, afectou mesmo as probabilidades nos FED funds futures, sendo agora muito improvável que o corte seja de 0.5%, embora se mantendo quase garantido uma descida de 0.25%. Até porque o menor ímpeto no crescimento dos rendimentos por hora restringiu o entusiasmo sobre um retomo de maior dinâmica no mercado de trabalho, com que os investidores se tinham habituado até há um mês.

Mas apesar do pessimismo que se instalou em Wall Street na fase inicial da sessão de sexta-feira, o certo é que os investidores não estiveram sequer presentes no mercado, optando antes por prolongar o feriado de quinta-feira, visto que o volume se ficou nos 5 biliões de títulos negociações, muito abaixo da média de 7 biliões, o que poderá deixar para hoje uma reacção mais convincente aos números do emprego. No final, o pouco interesse deixou os índices norte-americanos muito perto do inalterado com o Russell 2000 a conseguir mesmo terminar com um ganho ligeiro de 0.22%.

No mercado cambial e como seria de esperar devido aos dados económicos e à possibilidade do FED ser menos dovish, o U.S dólar reforçou o seu valor amealhando 0.4% contra um cabaz de outras moedas principais, o que empurrou o Euro e a Libra inglesa para quedas de -0.5% e -0.4%, para os $1.1225 e $1.2526 respectivamente. Já o Yen foi ainda mais castigado com a pressão vendedora e acabou a recuar -0.7% para os 108.507, um pouco em linha com o fraco apetite por activos refúgio que se verificou também no mercado accionista.

O gráfico de hoje é do USDJPY o time-frame é de 4 horas

Este par de moedas encontra-se dentro de um padrão ascendente (linhas azuis), que poderá condicionar o movimento do activo no curto prazo.

Marco Silva