Date: 10 Jul 2018

Depois dos non-farm payrolls de sexta-feira Wall Street iniciou esta semana com uma sessão bastante interessante, não obstante o volume continuar abaixo da média dos últimos 20 dias os investidores não perderam o optimismo e empurraram os indices norte-americanos para ganhos decentes, com um movimento de “apanhada” por parte do Dow Jones em relação aos restantes visto ter sido o que mais valorizou ontem com um ganho de 1,31%, contra os 0,88% de avanço do S&P500 e do Nasdaq, ao passo que na sessão anterior tinha sido o menos entusiasmado com os dados económicos. A banca esteve em destaque ao ganhar 2.32% com o sector a beneficiar de interesse antes da divulgação dos resultados referentes à earnings season que se vai iniciar em breve, todos os grandes nomes do ramo subiram mais de 2,5%, como por exemplo Bank of America, Goldman Sachs, Citigroup e J. P. Morgan Chase.

Foi evidente uma pressão vendedora nos activos refúgio com todos os sectores a eles associados a serem os únicos a perder valor e com as utilities a liderarem nas quedas com uma perda de -3.13%, enquanto as retalhistas de produtos essenciais recuaram -0.47%. No Forex esse movimento de procura de risco também foi notado com o Yen a deslizar -0.4% para os 110.852, num dia em que o U.S dólar encerrou praticamente inalterado face a outras moedas principais, realce para a libra inglesa que perdeu -0.5% para os $1.3215 com a demissão de protagonistas chave do processo do Brexit pertencentes ao governo de Theresa May.

O gráfico de hoje é do índice do EUR/USD, o time-frame é Diário

Ainda não foi ontem que o futuro do curto-médio prazo deste par de moedas ficou mais visível, de notar a resistência que o preço tem efectuado em cima da linha de quebra o que lhe dá força para um retest futuro da mesma seja qual for a direcção imediata.

Marco Silva