Date: 05 Nov 2018

Tal como era relativamente expectável os Bears quebraram na sexta-feira a série bastante positiva dos Bulls iniciada na Terça-feira, e que durou por três sessões consecutivas, num rebound robusto e saudável após as quedas das semanas anteriores. Previsível porque já se sabendo da performance marcadamente negativa da Apple no after-hours e pré-market dificilmente o mercado iria ultrapassar o pessimismo deixando pela empresa mais valiosa do mundo e a que mais peso tem nos três principais índices de Wall Street, isto porque sendo ela também um barómetro do consumo dentro e fora dos EUA o aviso de que vendeu menos iphones no trimestre e de que as vendas na importantíssima época festiva irão ficar abaixo das estimativas anteriores, aliado a outros indícios de outras empresas sobre um possível pico nos earnings, despoletou nos investidores um cuidado adicional em prolongar o rebound.

Igualmente natural foram os relatórios contraditórios que saíram sobre um possível acordo na próxima reunião do G-20 entre Trump e o seu homologo chinês com vista à resolução do diferendo comercial, visto que com este Presidente norte-americano é mesmo melhor esperar para ver, neste caso, após uma notícia da Bloomberg que deu conta do pedido de Trump para um plano para a reunião, foi a vez de Larry Kudlow, principal conselheiro económico de Trump, destruir por completo todo o optimismo gerado nos dias anteriores, ao afirmar em declarações à CNBC de que não há qualquer plano a ser preparado para a reunião do final do mês, nem o presidente o requereu, referindo que o que existe é o que já existia e de que não estão sequer próximos de atingir um acordo. Declarações que da parte da tarde foram contraditas por Trump quando afirmou que estão muito mais próximos de atingir um acordo e que irão mesmo chegar a entendimento, o que permitiu um alívio das quedas que ascendiam a mais de -1% na altura.

No final o Nasdaq foi o que registou a pior performance com uma perda de -1.04%, enquanto que o Dow Jones esteve no lado inverso ao ceder “apenas” -0,43%. Pessimismo este que os non-farm payrolls não conseguiram contrariar, até porque os dados causaram sentimentos contraditórios, pois se o facto de o número de empregos ter saído bem acima do esperado, refreando os receios de um arrefecimento da economia, já o dado sobre os rendimentos confirmou a possibilidade do FED ter de continuar o seu ritmo de tightening, visto que o rendimento por hora dos trabalhadores norte-americanos aumentou 3,1%, quebrando assim a barreira dos 3% pela primeira vez em 9 anos.

De realçar que não obstante os dados com carácter mais hawkish do emprego o U.S dólar não reagiu de sobremaneira, ganhando apenas 0,1% contra um cabaz de outras moedas principais, sendo também curioso que não obstante o dia de vermelho em Wall Street, não se vislumbrou procura por activos refúgio, nem no mercado accionista, nem no Forex, onde o Yen cedeu -0.5% para os 113.25.

O gráfico de hoje é do EUR/USD, o time-frame é de 1 hora

Depois da quebra em alta do canal descendente a linha superior do mesmo serviu de suporte ao preço do activo, como é comum ocorrer após uma quebra com estes contornos

Marco Silva

A informação fornecida não constitui pesquisa de investimento. O material não foi preparado de acordo com os requisitos legais destinados a promover a independência da pesquisa de investimento e, como tal, deve ser considerado uma comunicação de marketing.

Todas as informações foram preparadas pela ActivTrades PLC (“AT”). As informações não contêm um registro dos preços da AT, nem uma oferta ou solicitação de uma negociação em qualquer instrumento financeiro. Nenhuma representação ou garantia é dada quanto à exatidão ou integridade dessas informações. Qualquer material fornecido, não tem em conta o objetivo de investimento específico e a situação financeira de qualquer pessoa que possa recebê-lo. O desempenho passado não é um indicador confiável do desempenho futuro. AT fornece um serviço somente de execução. Consequentemente, qualquer pessoa que atue na informação fornecida o faz por conta própria e risco.