Date: 02 Ago 2018

Tal como referi na análise de ontem os bons resultados da Apple, que impulsionaram a empresa mais valiosa do mundo para valores muito perto do $1 trilião de capitalização bolsista, deram o mote para algum optimismo na sessão de quarta-feira, contudo tal não foi suficiente para contrariar dois factores que induziram a pressão vendedora que se sentiu ontem em Wall Street. Refiro-me em menor grau à decisão do FED em continuar com o seu ritmo de subida dos juros, que poderá ocorrer em Setembro, não mexendo na taxa de juro na reunião que terminou ontem. O maior banco central do mundo referiu que a economia dos EUA se mantém forte, com o mercado de trabalho a melhorar e com a inflação muito perto da meta dos 2%, deixando também a noção de que uma ultrapassagem ligeira dessa meta não causará grande apreensão aos membros do board.

Bastante mais gravoso para o sentimento do mercado foi a notícia de que a administração de Trump sugeriu aumentar as tarifas alfandegárias de cerca de $200 biliões de produtos importados da China, revertendo por completo a pouca confiança, de um apaziguar da situação, conquistada no dia anterior com as declarações do secretário de Estado do tesouro. Sem surpresa os sectores industrial e dos materiais foram os mais afectados com as vendas, empurrando o Dow Jones para a maior queda do dia enquanto que no S&P500 ambos os grupos só não perderam mais que as energéticas, que estiveram sobre pressão negativa devido à queda do preço do crude que levou o WTI a fechar nos $67.81 por barril, ou os mínimos de duas semanas.
No Forex apesar do final da reunião do FED o dia terminou calmo com a moeda norte-americana a ganhar 0,1% contra um cabaz de outras moedas, numa sessão em que o Euro cedeu -0.3% e o Yen -0.2%, esta última moeda ainda a ressentir-se das decisões recentes do Banco do Japão.

O gráfico de hoje é do índice do EUR/JPY, o time-frame é Diário

Este é um bom exemplo de como a média móvel dos 50 dias pode ser útil para descobrir alguns pontos de entrada ou de saída para negócios de curta duração

Marco Silva