Análises de Mercado

Apoios e IBM mantém Bulls em carga

No meio de tanta incerteza derivada da pandemia de COVID-19, seja ao nível social como ao nível económico, existem no entanto algumas traves mestras que numa primeira fase impediram o desabar, e que agora sustentam os ganhos constantes registados nos mercados financeiros, com destaque para os índices norte-americanos. O primeiro desses suportes foi a rápida intervenção das autoridades monetárias que estancaram a pressão de venda em Wall Street, que relembro levou em Fevereiro e Março à mais célere correcção de 30% de toda a história do S&P500. A ampla liquidez acresceu à já enorme bolha de liquidez que existia nos balanços dos principais bancos centrais, actuando eficazmente no mais imediato dos mecanismos de mercado, o binómio procura-oferta de activos para investir.

Sem perder muito tempo, como por vezes é seu apanágio, o congresso dos EUA chegou a entendimento quanto ao primeiro pacote de auxilio à economia, tanto na vertente empresarial, como directamente aos cidadãos e isso foi fundamental para o sentimento dos consumidores não ter caído de um precipício e por lá ter ficado, decisão politica que infelizmente não foi seguida na Europa, que enredou mais por um caminho inicial de cada um por si, chegando a União Europeia apenas ontem a um acordo que como se falou recentemente terá uma componente de €390 mil milhões a fundo perdido para os países mais afectados pela crise, e o restante até aos €750 mil milhões em empréstimos de longo prazo e a juros baixos. Para além disso ficou firmado um plano de investimentos adicional no valor de €1,1 biliões durante os anos de 2021 a 2027, perfazendo um total de quase €1,9 biliões.

A segunda pedra basilar do optimismo tem sido a tecnologia, nomeadamente as grandes empresas que poderão lucrar com a crescente digitalização da economia que foi fortemente acelerada com a quarentena global imposta para conter a propagação do COVID-19, por exemplo as que estão no negócio da cloud, como a Microsoft, Google, Amazon e IBM, esta última que bateu as previsões de lucros e receitas exactamente por causa desta componente de negócio, que está com bastante maior procura que o antecipado. Nos próximos dias a combinação de mais estímulos nos EUA, agora que Trump e os Democratas estão a negociar um novo pacote, assim como o acordo alcançado na U.E e os resultados de algumas empresas importantes, deverão condicionar o movimento de Wall Street, que ontem deu primazia ao sector tecnológico, depois da semana passada ter sido preterido numa clara rotação de capital para sectores mais tradicionais.

O gráfico de hoje é do S&P500, o time-frame é Semanal

O principal índice accionista está agora muito perto de fechar o GAP criado aquando das quedas de Fevereiro, uma zona que poderá oferecer alguma resistência extra.

Marco Silva

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