Date: 07 Ago 2019

Independentemente da justificação encontrada pelos investidores para o rebound de ontem nos índices norte-americanos, o certo é que o mesmo não pode ser dissociado do teste efectuado à média móvel dos 200 dias no S&P500, que tal como em Março e em Junho últimos resultou um alívio que acabou no estabelecer de mínimos, antes do início de uma onda ascendente que levou o principal índice para novos máximos históricos, atingidos no final de Julho. Até porque na realidade em termos fundamentais nada mudou desde o início da sessão de segunda-feira até ao final de ontem, a não ser uma ligeira valorização do yuan, empurrando-o baixo dos 7 yuan por U.S dólar.

Os próximos dias serão fundamentais para aferir qual será o futuro das próximas semanas em Wall Street, que contando apenas com o movimento dos últimos 5 dias mais se assemelha à correcção registada no início de Fevereiro de 2018, que levou a três testes subsequentes da média móvel que já referi, consolidando durante cerca de três meses antes de iniciar uma onda ascendente que suportou o S&P500 para território desconhecido no final de Setembro do ano passado, contudo como realcei ainda é cedo para se retirarem conclusões, visto que as variáveis que podem influenciar o sentimento são hoje em maior número e mais incertas.

Como geralmente acontece num rebound técnico os sectores que mais recuperaram terreno foram os que mais pressão vendedora sofreram no movimento de queda, neste caso as tecnológicas, que após uma queda de -3.47% no Nasdaq amealharam ontem 1,39%, liderando assim o optimismo nos índices norte-americanos. Destaque no entanto para a boa performance dos activos refúgio, nomeadamente das utilities e das imobiliárias que valorizaram ambas mais de 1% cada e perto dos máximos atingidos nos diversos sectores do S&P500. No mercado cambial o Yen cedeu -0.5% para os 106.52 após a forte valorização alcançada desde quinta-feira passada, ao passo que o Ouro continuou a sua caminhada rumo aos $1.500, ganhando ontem 0.6% para o valor mais elevado dos últimos seis anos nos $1,472 por onça.

O gráfico de hoje é da MC.FR, o time-frame é Diário

Os títulos da marca de luxo Louis Vuitton entraram num canal bem menos bullish que poderá resultar no início de uma fase de correcção mais significativa, caso a linha inferior do mesmo seja quebrada.

Marco Silva