Análises de Mercado

A montanha russa está de volta a Wall Street

Depois de uma semana frenética e imprópria para cardíacos ao nível político, com a histórica incerteza sobre quem seria o próximo presidente dos EUA, Wall Street acordou para um novo ciclo político com o antigo Vice-Presidente Joe Biden a ser o sucessor de Trump na condução dos destinos da maior economia do mundo. Já ao nível dos mercados o optimismo que dominou os dias de indefinição relativo às eleições, foi francamente expandido esta segunda-feira, não apenas porque finalmente a dúvida sobre o próximo inquilino da Casa Branca desapareceu, mas igualmente ficou clarificada a continuação da divisão no Congresso dos EUA entre um Senado, dominado pelos Republicanos, e a Casa dos Representantes, detida maioritariamente por Democratas.

E se os futuros dos índices já estavam a valorizar na pré abertura, o sentimento “explodiu” de alívio com a notícia de que a Pfizer está prestes a reportar as conclusões de um ensaio clínico da vacina para o COVID-19, sendo que os números apresentados pelos CEO da empresa hoje na CNBC são francamente animadores, dado que a taxa de eficácia é de 90% ao final de duas doses de vacinação, durante um periodo de 28 dias. O estudo que envolveu mais de 43,500 pacientes poderá levar à aprovação da primeira vacina contra o vírus no mundo Ocidental, com a empresa a estimar poder fabricar 50 milhões de doses ainda este ano e cerca de 1,3 mil milhões em 2021, o que certamente daria um suporte bastante robusto para um regresso à normalidade sem receios de novas vagas, podendo assim as empresas ter um vislumbre mais definido sobre o futuro do consumo e consequentemente das suas receitas.

No entanto a reacção do mercado não foi uniforme, pois na prática a notícia cria a possibilidade do regresso da actividade na economia mais tradicional em detrimento das tecnológicas, pelo que as maiores beneficiárias na sessão de abertura da semana foram as empresas que menos valorizaram nos meses de COVID, o que nos índices quer dizer o Dow Jones. Pressão compradora avassaladora que empurrou o índice industrial para um ganho superior a 4%, ao passo que o Nasdaq mal consegue evitar o vermelho ao averbar uma valorização de 0,8%, bem menos que os 3% do que o abrangente S&P500. Nas restantes classes de activos o destaque vai para o rally no preço do Crude, com o WTI a subir quase 10% para os $40.55 por barril, dada a perspectiva de um aumento do consumo daqui a uns meses, enquanto que o Ouro recua -4,5% para os $1,864 por onça, pressionado igualmente pelo ganho de 0,4% que se verifica no U.S dólar.

O gráfico de hoje é do S&P500, o time-frame é de 4 horas

O índice quebrou em alta o canal ascendente, o que geralmente costuma ser um sinal bearish no curto-prazo.

Marco Silva

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