Date: 04 Dez 2018

Tal como era expectável pelo comportamento dos futuros do S&P500 durante a noite, os investidores um pouco por todo o mundo estiveram ontem bastante optimistas com as tréguas alcançadas entre os presidentes das duas maiores economias do mundo, que colocam a questão do conflito comercial em standby durante 90 dias, impedindo portanto o escalar das tarifas alfandegárias por parte dos EUA que estava previsto para o início do ano. Sem surpresa as grandes exportadoras como a Boeing e a Caterpillar estiveram na linha da frente dos ganhos, tendo sido acompanhadas pelas tecnológicas e energéticas, estas últimas devido à valorização do preço do crude, que impulsionou o WTI para os $53.19 por barril, fruto de uma valorização de 4,4%, após a principal província produtora do activo no Canadá ter anunciado que irá reduzir a oferta em 325,000 barris por dia, com vista a aumentar o preço.

Decisão tomada depois de no fim de semana a Arábia Saudita e a Rússia terem chegado a acordo para estender a aliança entre ambos com o propósito de gerir o mercado mundial do activo, nomeadamente o seu preço. Na Europa as praças também respiraram ventos bullish com o Stoxx600 a valorizar 1%, ainda assim bem menos que os 1,9% do Dax30, muito por causa do sector automóvel depois de Trump ter anunciado que a China vai reduzir as taxas alfandegárias para a importação de automóveis, que se situam nos 40%. No Forex foi dia de retracement no U.S dólar enquanto que Euro e Libra inglesa registaram ganhos ligeiros.

Destaque para um dado importante ocorrido no mercado obrigacionista, refiro-me à inversão do spread que existia entre as obrigações do tesouro norte-americano a 3 anos e a 5 anos, bem como as de 2 anos e 5 anos. Concretamente os juros nas obrigações com maior prazo de maturidade juntaram-se às dos prazos de menor duração, caindo mesmo para valores negativos de spread. Este facto não ocorria desde 2007 e é importante porque costuma sinalizar uma recessão no horizonte.

O gráfico de hoje é do S&P500, o time-frame é de 12 horas

O principal índice mundial não conseguiu ontem quebrar a linha de resistência a azul, um sinal bearish que importa estar com atenção, pois essa linha poderá vir a ser testada em breve e um falhanço da quebra aumentaria a probabilidade de um revisitar dos mínimos recentes.

Marco Silva

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