Date: 11 Nov 2018

Tal como referi provável na última análise os investidores regressaram ao mercado na sexta-feira com ideias mais bem definidas quanto ao que saiu da reunião do FED na quinta-feira, tendo tido inclusive alguns auxiliares para a decisão, isto porque no documento resultante da reunião ficou claro que o ritmo do tightening vai continuar inalterado, com uma grande probabilidade de mais uma subida em Dezembro e mais três em 2019, empurrando assim a taxa de juros nos EUA para o valor de 3%, considerado neutral. A razão para a decisão do banco central norte-americano em continuar a normalizar a política monetária baseia-se na robustez da maior economia mundial, onde se inclui um mercado de emprego robusto, não obstante o facto do investimento privado ter passado a um ritmo moderado e não forte como no início do ano. Foi esta nuance aliada ao ruído que se tem feito sentir nos “corredores” de Wall Street sobre um possível pico nos earnings, que conjugado com os dados que saíram na sexta-feira da China moldaram o sentimento no mercado.

Nomeadamente a venda de carros no maior mercado automóvel do mundo que caiu pelo sexto mês consecutivo, registando uns expressivos -11,7% de contracção só no mês de Outubro e elevando o “prejuízo” para o maior recuo anual dos últimos 28 anos. Dado que a par dos rumores sobre um arrefecimento das encomendas por parte da Apple aos seus fornecedores chineses fez derrapar o sentimento para uma atitude mais defensiva, até porque outro fabricante de produtos para smartphones, a Skyworks, alertou no seu outlook para uma menor robustez deste mercado. Para além destas razões, houve outro sector que ajudou ao pessimismo, refiro-me ao crude, que pela décima sessão consecutiva perdeu valor, mais -0.8% para os $60.19 por barril, entrando assim em território negativo no ano, movimento que para além da maior oferta existente no mercado, está igualmente a ser atribuído à possibilidade de uma menor procura por parte da China. Maior oferta que foi reforçada com os EUA a permitirem uma moratória a diversos países no embargo à importação de crude do Irão, reduzindo assim o impacto das sanções num dos principais membros da OPEP.

Foi pois sem grande surpresa que os activos refúgio dominaram as atenções da pressão compradora, tanto no mercado accionista com as retalhistas de produtos essenciais, imobiliárias e utilities a serem os únicos sectores que conseguiram fugir ao vermelho, se bem que por pouco. Como no Forex, onde o U.S dólar continuou a valorizar, embora que apenas 0,2% ou seja menos do que na quinta-feira e tanto quanto ganhou o Yen que terminou nos 113.82.

O gráfico de hoje é do S&P500, o time-frame é Diário

O principal índice mundial encontra-se numa zona bastante importante, pois poderá validar um padrão de Head&Shoulders invertido (azul) que a ser concretizado teria potencial para quebrar em alta a linha superior do canal ascendente (verde)

Marco Silva

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