Date: 08 Set 2017

Já era esperado que as declarações de Mario Draghi fossem importantes, uma vez que era aguardado que o governador do BCE falasse sobre a força da moeda única bem como do futuro do programa de estímulos, que se encontra nos €2 triliões, nomeadamente na redução do montante de compras, que se situa para já nos €60 mil milhões por mês, montante que Draghi afirmou deverá continuar pelo menos até ao final deste ano. Em relação ao Euro referiu que a recente valorização coloca uma pressão negativa no valor da inflação, sendo agora de esperar que a mesma atinja os 1,5% este ano, que caia para os 1,2% em 2018, recuperando depois no ano seguinte para os 2019, tudo valores bem abaixo dos 2%, que são o objectivo do BCE para este indicador. Apesar disso, a normalização progressiva da politica monetária é para continuar, não estando em causa o se, mas quando e daí a reacção que os investidores tiveram, puxando pela moeda única que chegou a subir 1,2%, terminando o dia no valor mais elevado dos últimos 3 anos, nos $1.2019 versus o dólar, após um avanço de 0,9%.

Por outro lado e apesar do acordo de Trump com os Democratas para o aumento do tecto da dívida por três meses, a moeda norte-americana não encontrou argumentos para suster as vendas e cedeu -0,7%, naquela que foi a sua sexta sessão no vermelho, o facto de serem esperados mais furacões a atingir território dos EUA, suscitou receios de que tal possa vir a ter impacto não apenas no PIB do trimestre bem como no resultado de algumas empresas. O sector segurador por exemplo foi um dos mais afectados, com as indemnizações a pagar dos prejuízos causados pelo mau tempo a fazerem prever uma diminuição dos lucros.

Com a aproximação do fim de semana, subiu a expectativa quanto à possibilidade de ocorrer um novo teste por parte da Coreia do Norte, facto que levou à procura acentuada de activos refúgio, com o Ouro a valorizar 1,1% para os $1,349 por onça enquanto que o Yen ganhou 0,7% para os 108.49 por U.S dólar.

 

O gráfico de hoje é do S&P500, o time-frame é Diário

O principal índice mundial está entre a possibilidade de quebrar o Head&Shoulders (azul), o que o levaria para uma correcção significativa e a quebra da linha dos ombros (verde) de um padrão similar a um Cup&Handle, que a ser quebrada em alta poderá trazer mais uma “perna” do Bull market

Marco Silva