Os caminhos do FED

Os caminhos do FED

Depois de algumas reuniões em que era reduzido o mediatismo à volta da decisão a sair da reunião do FED, esta semana o showbiz está de volta, com declarações que tanto podem oferecer novos máximos históricos a Wall Street, como resultar numa chicotada psicológica dos Bulls, que têm apostado forte no regresso do dinheiro fácil e barato, o que segundo a corrente principal de ideias permitirá à economia suster os ventos menos favoráveis do conflito comercial entre as duas principais económicas do mundo, bem como não menos importante manter um nível alto de liquidez no sistema para além do habitual.

Já a liquidez nas praças norte-americanas continuou a ser muito reduzida, na realidade foi a sessão com menor volume transaccionado das últimas semanas, cerca de 5.65 biliões quando a média é de 7 biliões, o que confirma sem grande margem para dúvida que os investidores estão por agora a olhar para o tabuleiro das linhas laterais e à espera de quarta-feira, sendo no entanto de realçar que mesmo que ocorra um pico de negociações no resto da semana, é necessário ter em conta que já estamos em período de férias, o que poderá manter os níveis de liquidez baixos, pelo menos até à reunião do banco central de final de Julho e contando com o pico provável de interesse que poderá ocorrer na reunião do G20 no final do mês corrente.

Sem grande história a sessão de ontem foi marcada por uma inversão do movimento de sexta-feira, nomeadamente o sector tecnológico passou de maior perdedor para o que mais valorizou, apoiado pelos ganhos nos pesos pesados das FAANG, enquanto nos sector do S&P500 foi evidente o pouco interesse pelas empresas mais expostas às tarifas alfandegárias, industriais e materiais, bem como dos sectores refúgio, utilities e retalhistas de produtos essenciais, contudo as imobiliárias estiveram em contra-ciclo ao registarem um ganho de 1.12%, liderando assim as subidas.

O gráfico de hoje é do EURUSD, o time-frame é Semanal

O principal par de moedas continua no marasmo do canal ligeiramente descendente, que começa a dar indícios de ser uma ante-visão de um movimento disruptivo de volatilidade elevada

Marco Silva