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Microsoft e optimismo de Trump puxam Wall Street para novos máximos

Microsoft e optimismo de Trump puxam Wall Street para novos máximos

Após três meses de avanços e recuos e de algumas ameaças sérias, o S&P500 atingiu ontem um novo máximo histórico ao valorizar 0,56% para os quase 3,400 pontos. Mas apesar do aparente bom momento do principal índice accionista mundial, não se pode dizer que o catalisador para o movimento seja algo diferente do que temos assistido nos últimos meses, nomeadamente mais uma dose de optimismo lançada por Trump, sobre a possibilidade de uma resolução para breve do conflito comercial que opõe as duas principais economias do mundo, ou pelo menos de uma redução do atrito, visto que segundo as palavras do presidente norte-americano, espera assinar uma parte significativa do acordo com a China antes do calendário previsto, embora não tenha elaborado mais que isto, aliás como é seu costume.

Mas independentemente do mérito, o certo é que os investidores há algum tempo que se têm guiado por agarrar nas notícias positivas ignorando quase por completo as menos boas, e se a questão da guerra comercial pode não ser ultrapassada em breve o sentimento tem beneficiado e muito da politica de alivio do custo dos juros, iniciada pelo FED este ano, contrariando em absoluto o programa em vigor em 2018 que seriam três subidas para 2019, ora com a redução esperada para esta quarta-feira, serão três as mexidas, mas de redução. Posição mais “dovish” que tem suportado o mercado e que começa agora a ser em parte justificada, visto que a economia norte-americana tem dado alguns sinais de menor fôlego, com a previsão de um crescimento do PIB de 1,6% para o terceiro trimestre, que poderá ser anunciada amanhã, a ser o último dos indicadores económicos a inspirar alguma apreensão.

No campo empresarial o cenário também não é muito famoso, com a época de resultados que está a decorrer a indicar para já a probabilidade de uma contracção nos lucros das empresas do S&P500 na ordem dos -2%, contudo ontem foi uma delas que fez boa parte do esforço da puxada ascendente. Refiro-me à Microsoft, que por ter ganho 2.46% e por pertencer a todos os três índices principais dos EUA, deu o mote para uma sessão em que os únicos sectores negativos foram os ligados aos activos refúgio, bem como as energéticas, que foram atrás da queda de -1.5% registada no valor do WTI crude para os $55.80 por barril.

No mercado cambial o dia foi das moedas europeias com o Euro e a Libra inglesa a valorizarem 0.2% e 0.3% respectivamente, depois da notícia de que a União Europeia aprova a extensão do limite para o Brexit até dia 31 de Janeiro de 2020, acrescentando assim mais um capitulo à saga.

O gráfico de hoje é do USD/JPY, o time-frame é Diário

Não obstante a descida dos juros por parte do FED é curioso constatar que a moeda norte-americana tem valorizado face ao Yen, fruto em parte da redução da procura por activos refúgio. Movimento ascendente que começou com um padrão de duplo fundo (linhas laranja).

Marco Silva

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